terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Do.perigo.

-Cuidado!
-Pense!
- Acredite!
- Cuidado!
- Reflita!
- Ouça!
- Observe!
- Analise!
- Acredite!
- Não questione!
- Ria!
- Viva com mais qualidade!
- Queira!
- Vá adiante!
- Ria!
- Aja!
- Não se importe!
- Se importe sim!
- Veja!
- Siga!

ou não...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Da.[r]existência.

Como um fino cordão minha sensibilidade está se arrebentando e é nesse fio de esperança cortante que meus pés machucados me fazem continuar, é essa fé quase cega que tem movido meus pés.Nessa corda bamba não sei aonde vou chegar e nem se vou chegar, só sei que minhas lágrimas se confundem num misto de tristeza e alegria no meio do caminho.
Tenho nas minhas mãos o peso do equilíbrio e nas costas o preço do sentimento. Viver de sonhos custa caro, mas não sonhar é perder o sentido da vida e isso eu não quero pra mim. Ruídos de coragem saem de dentro de mim, tomo algumas decisões, mas isso não parece ser o suficiente.
E eu aqui tentando suprir as exigências da vida de pés descalços, guardando o relógio no bolso para não ver quanto tempo levo pra deixar ele passar e cumprir o meu dever...
mas que dever?
será que da tempo?
... até quando?
Vejo diante do espelho a minha [r]existência.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Da.vontade.de.sonhar.

Vontade de sentar em um bar e filosofar com você, guardar os problemas numa gaveta e só abri-lá segunda-feira de manhã.
Acho tão injusto dar o coração a quem te faz sofrer. Qualquer dia vou roubá-lo de você, abrir o sedex e embrulhar de presente pra mim. Só vou abrir no natal, época mágica, especial! Não vou coloca-lo numa estante não, vou colocá-lo numa redoma de vidro, regar todos os dias e tratá-lo com carinho... vou levá-lo comigo onde for. Quero ver você florindo!
Joga fora essa mágoa, essa dor e leve com você só o que há de mais bonito! Tira esse fardo das costas, essa lágrima do teu olhar...Quero ver você sorrindo!
Quando for a hora te darei um par de olhos novos pra você enxergar as coisas de outra perspectiva... vem, me dá a mão, vamos madrugada a fora falar bobagem, prosear, poetizar, o mundo precisa disso!
Não arranque a esperança do meu peito não... eu sei que pode ser, eu acredito!
Vamos pincelar nosso futuro e mostrar o quadro aos nossos filhos, vem me dá a mão!
Um dia vamos fazer um filme e contar que nele mudamos o rumo dessas histórias tristes...
Vamos inspirar uma geração... e só então encontraremos aquilo que buscamos a vida inteira...
Nunca é tarde para enxergar aquilo que esteve tão perto de você... não é preciso mágica, é preciso sentir , é preciso viver...
...Essa pedra, esse buraco negro que você diz ter aí no peito é o que eu chamo de coração e eu sei que ele ainda está vivo, me deixe tocá-lo além das palavras, só uma vez...

sábado, 7 de novembro de 2009

Da.passagem.

Não que eu tenha chegado a algum ápice da minha vida, muito pelo contrário. O fato é que eu sinto muito mais prazer mesmo em ter diregido essas rodelas de abacaxi após o almoço, pense bem, está calor! Você só sente o amargo da vida se quiser, há sempre uma opção! Bobagem é achar que não vai ou não deve sofrer, mas o sofrimento é bom em seu tempo...
Sem mais delongas eu agradeço muito a refeição e a conversa, mas já vou partindo, pois o tempo meu caro, o tempo é meu amigo! Entenda como quiser...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Do.contrário.

Carrego em mim o peso da tristeza, da discórdia, do incompleto, do imperfeito, do drama toda vez que me proponho a buscar o profundo. Eu gosto mesmo é desse conflito, do existencialismo, da loucura, dos maiores extremos do ser humano. Todo mundo tem uma criança dentro de si. Um adolescente, um segredo que esconde de si mesmo. As feridas precisam ser expostas, os problemas abertos, os defeitos enxergados! Que sem graça é o ser humano sem tempero! Que medo é esse de ser verdadeiro? Exagero? A perfeição é irreal, artificial, inalcançável! Nos amemos e nos aceitemos com todas as nossas qualidades e defeitos sim, mas busquemos primeiro o caráter!!!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

.Da.arte.de.interpretar.

E não vá pensando que eu me conformei com as vírgulas e os pontos de exclamação entre nós! Eu sei, fui eu que escolhi o ponto final. A vida é mesmo assim, cheia de reticências... E agora? Eu perdi o compasso, eu perdi o tom, eu perdi a rima e nem mesmo sei onde colocar as interrogações! Me coloque entre parênteses na sua frase que tudo fará sentido! Estou cansada de colocar a "nossa história" entre aspas, vamos começar de novo com dois pontos.

domingo, 2 de agosto de 2009

Da.ironia.

Aquela garota de corpo escultural, olhos claros, jeito de menina e nas horas certas selvagem, era ela ali parada na minha frente. Serviu-me bons vinhos e uma conversa agradável, histórias que quase me comoviam, mas que quebravam-se em partículas bem pequenas, dramas quando sorria feito criança. Pra mim era bem visível, embora fosse difícil de entender. Era claramente imatura. Faltava-lhe amor e um pouco de seriedade na qual ela disfarçava com sua inteligência e excentricidade. A excentricidade passava despercebida, visto que tua voz sutilmente tocava e encantava os ouvidos de qualquer um disposto a tornar-se um bom ouvinte.
De uma forma ou de outra quase sempre conseguia o que queria, teu corpo era tua maior armadilha. Armadilha em que ela mesma por vezes se perdia e nas horas de solidão colocava-se a chorar, pois gostaria que a enxergasse de um modo que ninguém a via. Tratava os homens como brinquedo, alimento fácil e admirava sua melhor amiga, no entanto muitas vezes ela servira como alvo de competição, afinal como aquela garota tão anormal e estranha conseguira fácil, sem esforço algum um pouco daquilo que gostaria de ter todos os dias? Era tão inadmissível que toda pessoa que se aproximava dela inexplicávelmente tinha algo no qual ela se identificara muito e assim a seduzia. Era preciso mais, obter o prazer e o poder de ter ou destruir. Ainda sim o vazio era o mesmo, porém enfeitado. Quando já não lhe servira mais era descartado.
Os dias foram se passando e quanto mais ignoravam sua problemática, mais ela fazia por chamar a atenção. Aparentemente tão perigosa, despercebidamente frágil. Ah, como a falta de atenção a incomodava! Era capaz de fazer qualquer absurdo ás escuras para obter o controle das coisas, pessoas e situações. Abominava todo e qualquer um que seu brilho ofuscava, tentando se destacar na falsa impressão de bondade e humildade ou humilhando mesmo a partir do ponto fraco : o psicológico. Acontece que embora o destino ironicamente cedesse, uma hora a situação acabava por se esvair. Eu tenho pena e tudo o que eu lhe ofereço é carinho e compreensão, eis o ponto que ela mais odeia e adora em mim! Horas, ela não me deixa partir, mas antes roubará tudo o que puder de mim! É preciso um terceiro, sempre.