Como um fino cordão minha sensibilidade está se arrebentando e é nesse fio de esperança cortante que meus pés machucados me fazem continuar, é essa fé quase cega que tem movido meus pés.Nessa corda bamba não sei aonde vou chegar e nem se vou chegar, só sei que minhas lágrimas se confundem num misto de tristeza e alegria no meio do caminho.Tenho nas minhas mãos o peso do equilíbrio e nas costas o preço do sentimento. Viver de sonhos custa caro, mas não sonhar é perder o sentido da vida e isso eu não quero pra mim. Ruídos de coragem saem de dentro de mim, tomo algumas decisões, mas isso não parece ser o suficiente.
E eu aqui tentando suprir as exigências da vida de pés descalços, guardando o relógio no bolso para não ver quanto tempo levo pra deixar ele passar e cumprir o meu dever...
mas que dever?
será que da tempo?
... até quando?
Vejo diante do espelho a minha [r]existência.
... até quando?
Vejo diante do espelho a minha [r]existência.
