segunda-feira, 28 de abril de 2008

Overdose de Balanço Geral

Ficar o dia inteiro sem fazer nada e ao mesmo tempo poder fazer o que quiser na hora que quiser...essa tem sido a minha vida ultimamente...boa não? Nem tanto...
Não é que eu nunca esteja satisfeita com nada, mas tudo que é exagerado não faz bem, isso inclui de “worcaholics” a “baladeiros de plantão’...isso a psicologia explica ( neh Tami? ).

Tudo bem que o título desse texto remete ao programa de tv mais genérico e sensacionalista da tv, mas a falta do que fazer ás vezes leva a gente a assistir coisas improdutivas...logo “criar” títulos que lembram coisas improdutivas ( embora eu tenha tv á cabo e a Mtv não fique muito á trás, apesar do History Chanel), também cansei de não fazer nada!!! Isso mesmo, fazer nada também cansa sabia? É por isso que estou escrevendo aqui, porque cansei da improdutividade!!!! Agora vou sair por aí batendo na cabecinha oca de cada ser que eu ver pela rua e gritar num auto-falante pra todo mundo ouvir : “silêncio, eu preciso me concentrar.” ( brinks neh gnt? como se emitir opinião fosse fazer diferença ou mudar as atitudes que devem ser tomadas)

O que quero dizer é que vou deixar pra trás certas coisas. Tipo, putz, adoro uma balada ( aliás a desse final de semana foi ótima, dancei até meu pé "fritar" literalmente rs), mas sabe? Esse não é meu propósito de vida... “Antares é maior” ( a Má que o diga rs)!!!
Ás vezes é preciso enxergar as coisas além das aparências...na vida nem tudo são “flashes” ( já dizia Pittty : “quem vê foto não vê coração”), os bons momentos não tem “replay”, o que ficam são “histórias que o povo conta” e experiência é o nome que a gente dá pras cagadas da vida...tipo, pra não fazer de novo ... ( haha).

Então no final de tudo é bom fazer um balanço geral menos hiperbólico e sensacionalista ( não precisa ter uma overdose do programa pra ficar reflitz que nem eu fiquei, há aqueles que também tem overdose de orkut ou sei lá do que, cada um com sua overdose né?) e mais verdadeiro, se aproximar do que é real e evoluir em cima das condições proporcionadas e não o contrário...

"A grandeza de um homem se dá pelos valores, pelas escolhas que ele faz "

Enfim, é isso... ás vezes me dá uns 5 minutos de madrugada, pulo da cama do nada e começo a escrever..sinal de que estou “destravando” e começando a “produzir” de novo...rs

sábado, 12 de abril de 2008

Sob a nudez dos olhos [ vulgo Ana Carolina ]



Te olham nos olhos e você reclama que te olham muito profundamente...
Desculpa, tudo o que vivi foi profundamente.
Eu te ensinei quem sou e você foi me tirando os espaços entre os abraços,
guarda-me apenas uma fresta.
E eu que sempre fui livre, não importava o que os outros dissesem...
Até onde posso ir pra te resgatar?
Reclama de mim como se houvesse a possibilidade de eu me inventar de novo!
Desculpa se te olho profundamente...
Rente a pele a ponto de ver seus ancestrais nos seus traços,
a ponto de ver a estrada muito antes dos teus passos.
Eu não vou separar minhas vitórias dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim, nenhuma parte, nenhum pedaço...
do meu ser, vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva! E permanecer te olhando profundamente!

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Make [me] up!


noite.chuva.frio.tempo.relógio.braço.mão.cabelo.molhado.escova.desfeita.unha.carteira.espelho.gloss.boca.olhar.longe.adiante.carro.luz.farol.distante.pensamento.será?

segunda-feira, 24 de março de 2008

[Re]leitura pessoal

Eu não sou do tipo de garota que se vê nas capas de revistas ou nos comerciais, não sou nenhum tipo de modelo, nem faço a linha politicamente correta. Sou apenas uma garota comum, cheia de qualidades e defeitos, com sonhos nas medidas e proporções reais.

Não me arrependo das coisas que fiz no passado, pois todo mundo tem uma história e se não fosse por ela eu não seria o que sou hoje. É preciso aprender a conviver com os erros e se orgulhar dos acertos também.

Não culpo a vida pelos acontecimentos, nem nada por ninguém,levo um tempo pra entender certas coisas, vejo as possibilidades e faço as minhas escolhas, ás vezes certas, ás vezes erradas, mas não espero acertar sempre.É nas maiores dificuldades da vida que aprendo as melhores lições. Quando passamos um longo período de felicidade intensa não aprendemos nada. Isso não quer dizer também que nunca fui ou que não sou feliz. Felicidade é uma concepção de cada um.

Tenho uma boa família que não faz a linha comercial de margarina, mas que me acrescenta como ser humano.

Tenho bons amigos que também não fazem a linha filme água com açúcar, mas que me proporcionam alegrias,amparam nas tristezas e compartilham momentos importantes na minha vida.

Não tenho vergonha de expressar meus sentimentos pelas pessoas nem tenho medo de demonstrar minhas fraquezas, porque eu não vivo de aparências, sou de carne e osso.
Eu não sei mentir, eu não sei fingir porque sou intensa. Tenho emoções reais e vivas como as cores do arco-íris.Não sei transformar as coisas em simples imagens, é preciso som,é preciso letra, é preciso música. E é exatamente por isso que você pode me ver por prismas diferentes, mas nem por isso deixo de ser o que sou.

Por fim, as coisas são mesmo assim, ninguém é perfeito, mas dentro de mim existe "Dudah" para todos os gostos, basta abrir o leque de opções e escolher qual é a sua preferida.

Você pode me amar, me odiar ou me deixar, mas como Lispector diria : " Serei sempre eu mesma, mas nunca serei a mesma para sempre."

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O Presente

Hoje acordei entusiasmada! Diante de tantos e longos, intermináveis dias de espera, resolvi que então devo ser minha melhor companhia! As resoluções não são imediatas, logo devo orientar-me a ser mais paciente e descontraída, enquanto isso discretamente de mim mesma devo lançar possibilidades ao Universo... Pois assim quem sabe ele manda de volta?

É curioso como a cada vez que me olho no espelho me vejo por uma perspectiva diferente, porém o reflexo é sempre o mesmo. Ás vezes sinto que o passado quer dizer alguma coisa através da reflexão do espelho, mas que nem mesmo com uma lupa ou luneta eu seria capaz de enxergar os detalhes minuciosamente. O que me faz por hora refletir, viver e entender o presente, porque afinal não deixa de ser um presente.

Um presente que eu mesma criei e dei a mim mesma. E sabe o que é mais interessante? Ao contrário do que se pensa receber um presente de nós mesmos é como receber o presente de outro alguém, afinal de qualquer forma é inesperado. O que é uma grande surpresa!

Sei que meu futuro vai se constituir também de surpresas que lançarei a mim e ao Universo, ou simplesmente ao meu "infinito particular". Só não sei ao certo exatamente o que estarei guardando para mim. Mas esse é um grande mistério que não quero desvendar, para não estragar a surpresa.

Acho tão desagradável quando já sabemos o que vamos ganhar e estragamos a surpresa, por mais esperado que seja, perde a graça. E a graça das coisas está na graça. Bonito é quando recebemos um presente de bom grado com o entusiasmo de uma criança! A criança quando recebe um presente tem sinceridade no sorriso, um brilho no olhar. Não há muita cerimônia para abrir o presente e os dedos pagam com velocidade o preço da curiosidade. Eis que então visualiza-se o presente, se há de gostar não há de largar e traduzir a gratificação em algum gesto de sorriso, abraço ou de olhar. Caso contrário uma criança há de demonstrar com toda verdade sua indiguinação e frustração provenientes do presente não correspondente ás suas expectativas. Mas na medida em que crescemos e levamos lá nossos puxões de orelha, aprendemos a nos gratificarmos somente pela intenção independente do presente corresponder á nossa expectativa ou não.

Assim lidamos também com o nosso próprio presente e se erramos na escolha ou simplesmente não a fazemos, aprendemos a nos perdoar pela falta de consideração e/ou mau gosto.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Celebrção Racional (!?)

Carnaval é época de festejar! Em meio as crises sociais, econômicas e políticas, sejam no Brasil ou meramente mundanas, aqui estamos nós brasileiros sambando e alegrando o mês de fevereiro. Durante quatro dias o país é arrastado e tomado pelas garras de Dionísio. Quer dizer, começamos o ano bem. Ilustrando a "verdadeira" face do Brasil aos estrangeiros!

E há quem reclame depois da imagem que passamos lá fora! Não é por menos o qual o nome que se denomina nessa verdadeira " orgia cultural " explicitamente se chama Carnaval! Não é preciso muito para que o contexto histórico dessa grande vibração explique toda essa folia "oprimida". Será?!

Há quem conteste e bata os pés no chão, mostrando a censura ofuscada que ainda se instala aqui neste país. Tomamos como exemplo mais especificamente este ano de 2008. A polêmica causada pela escola de samba do Rio de Janeiro, Viradouro. O alvo da polêmica foi um dos assuntos do tema explorado pela escola, apesar de um enredo fraco ser denominado como “é de arrepiar”, um dos carros foi hiperbolicamente ilustrado. Trata-se do Holocausto.

Realizem em suas mentes sãs ou insanas a imagem daquele homem que simboliza a desumanidade contra a diversidade étnica em cima de um carro, ressaltando sua glória e poder, remexendo na ferida de judeus, com a imagem representativa de seus ancestrais mortos ao redor da personificação da maldade na Terra. Sim, falamos de Hitler.Visto que se trata de um tema muito forte e chocante para o Carnaval já não podemos considerar o fato de censurar ou não um carro desses na avenida, trata-se mesmo da questão do bom senso de não ofender aqueles que procuram descontrair seu passado histórico sofrido no Carnaval.

Ainda sim, indignados com a situação, como se já não bastasse poder exercer sua liberdade de expressão mesmo com o carro do "kama - sutra" e a ala dos "sem-cabeça", no lugar do Holocausto colocaram vários representantes de Tiradentes vestidos de branco com a boca amordaçada e uma faixa atrás com os seguintes dizeres : " liberdade ainda que tardia"!

Querendo ou não, ninguém para pra pensar e refletir em eventos como o Carnaval, mas é certo que quem prestou atenção no rebuliço intelectual que a Viradouro causou intencionada ou não, na "quarta-feira de cinzas" pós carnaval houve muito o que se discutir sobre a "morte" de conceitos arcaicos.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Harmonia natural


Há quem goste de chuva intensa. Há quem goste de Sol torrando a pele. Mas também existem aqueles que como eu gostam do céu nublado, aquele típico meio termo, não chove, não faz Sol, porém a temperatura é bem amena. Se possível nem que seja ao menos na nossa imaginação, porquê não surgir um arco-íris para enfeitar essa sublimação temporal?

É tão difícil alcançar o equilíbrio..e nós temos tanto em nossas mãos! É claro que não podemos moldar nem mudar o tempo e o clima , afinal temos que admitir que nós seres humanos somos seres limitados. Mas isso não nos impede de tratarmos a vida como uma arte! Simples como uma música pode mudar o astral, é assim que devemos reverter as coisas.

Está chovendo? Que bom, assim posso tomar um bom banho de chuva, sentir cada gota caindo do infinito e tocando a minha alma. Eis a harmonia da natureza e do eu interior. Sou grata por poder sentir cada gota de água, ou melhor, de vida em mim , visto que este bem está cada vez mais caro e raro no mundo.

Bronzeamento artificial? Que nada, moramos num país tropical : " Sol, carnaval, futebol, não mata, não engorda e não faz mal!" - e eu hei de concordar com a Claudinha Leite.

Está muito frio? Ótmo, posso unir a família e os amigos, preparar a noite um fondue acompanhado de um bom vinho. Alugar um filme, assistir com a amiga ou namorado. Comer um pão de queijo e tomar aquele chocolate quente que só a minha mãe sabe fazer!!!

Fracamente, não é difícil pegar uma pilha e ver o seu lado positivo tão bem quanto vemos o seu lado negativo. Assim como a pilha, nós possuímos cargas positivas e negativas. Está em nossas mãos a escolha de despejarmos no universo ao nosso redor mais energias positivas ou negativas. É claro que também não precisamos levar a vida como Polliana, até porque nossas fraquezas humanas não nos permitiriam sermos tão pacientes quanto ela e o Buda. Mas também não precisamos ser amargos a vida toda , ao ponto de parecermos ter 50 anos de idade quando ainda temos 20.

Sofrer é preciso, sorrir muito mais, para isso basta criatividade. Reclamar, indignar, chorar, brigar, faz parte do pacote de sentimentos humanos, mas buscar o equilíbrio é pra poucos. Aqueles que se esforçam conseguem conviver harmoniosamente em dias de chuva e de Sol , mesmo quando a preferência que o favorece são os dias amenos.